‘Xapa Xana’: o lubrificante artesanal feito à base de cannabis

Em pleno ano de 2019, o prazer feminino ainda é tabu, mas no que depender da paulistana Débora Mello isso tem tudo para mudar. Criadora do Xapa Xana, um lubrificante feito à base de óleo de coco e flor de cannabis, a brasileira que mora no Uruguai, tem feito mulheres descobrirem o prazer com orgasmos que chegam a durar até 15 minutos.

O gel íntimo, que é aplicado na mucosa vaginal, se torna um estimulante sexual, aumentando a libido e proporcionando experiências orgásticas intensas e múltiplas durante o sexo ou masturbação. Além disso, tem ação antifúngica, anti-inflamatória e antibacteriana.

O estimulante sexual é fabricado artesanalmente e comercializado no Uruguai, onde a cannabis é legalizada. E a receita apenas Débora tem. Toda a produção é feita artesanalmente por ela com ingredientes 100% vegetais, livres de aditivos químicos.

Por ser totalmente comestível, o gel íntimo pode ser usado no sexo oral sem restrições. “Foi um processo supernatural, não foi algo que eu planejei, acredito que tenha sido bem intuito e eu acabei virando uma alquimista do rolê todo”, conta Débora, que desenvolveu o projeto logo que se mudou para o Uruguai.

debora mello

Crédito: Michele MichelettoDébora Mello, a idealizadora do Xapa Xana

O Xapa Xana é mais que um que lubrificante, na realidade, é um projeto artístico de empoderamento sexual feminino que vem com um fanzini, recheado de ilustrações de várias artistas que abordam a relação entre a mulher, o sexo e a flor de cannabis. Junto com o zine vem o potinho mágico que Débora chama de “brinde experiência”. “Eu acho isso muito lindo porque hoje as pessoas não querem comprar coisas, elas querem comprar experiências”, diz.

Débora conta que se aprofundou no tema depois que muitas clientes passaram a procurá-la com problemas de libido e dificuldades de ter orgasmos. Hoje, ela encara como missão proporcionar prazer – seja ele solitário ou a dois – para o máximo de mulheres possível.

O futuro do projeto é manter escritório no Uruguai, mas Débora também quer produzir o Xapa Xana em outros países onde a cannabis também é legalizada. No ano passado, ela esteve com o projeto em uma exposição em Los Angeles, nos Estados Unidos, e – este ano, o plano é levar a produção para Amsterdam.

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