Mulher com duas vaginas dá a luz gêmeos

Lauren Cotter, 34 anos, possui uma condição rara, chamada útero didelphys, que a faz ter duas cavidades uterinas, cada uma em uma trompa, seu ovário e colo uterino. Ainda no caso dela, a vagina foi dividida em duas por uma membrana.

Quando tinha 14 anos, a australiana procurou um ginecologista para descobrir o motivo de suas cólicas mentruais serem tão fortes e com sangramento intenso, e soube que seria complicado uma possível gestação. Mas o primeiro diagnóstico dos médicos era que Lauren tinha síndrome dos ovários policísticos.

Dois anos depois, realizou uma ultrassonografia, descobrindo que tinha a condição rara. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a síndrome atinge 3 mil mulheres ao redor do mundo. 

Meses mais tarde, Lauren encarou uma cirurgia a laser para tirar a membrana que a deixava com duas vaginas. “Não pensei nisso, na época. Me disseram que eu precisaria da cirurgia para ter uma vida normal”, disse em entrevista ao jornal britânico The Sun.

Aos 17 anos, conheceu Ben por meio de amigos em comum, tornando-se seu marido logo mais. O primeiro filho do casal veio em 2013, mesmo sendo avisada pelos médicos de que seria uma gravidez de risco, já que seu útero é pequeno. “Decidimos tentar a Amelie e ver o que acontecia. Tentamos não ter esperanças, pois era uma estrada com muitos buracos”, disse em entrevista ao jornal britânico The Sun.

Em apenas dois anos após do nascimento de Amelie, via cesárea, Lauren engravidou de novo. Harvey nasceu sub-nutrido, pesando apenas um quilo, e demorou quase um mês para ir para casa.

Cuidando de duas crianças, Lauren e Ben decidiram não ter mais filhos e ela escolheu um implante contraceptivo, pois as pílulas que tomava diariamente a deixavam com enxaqueca. Indo contra o diagnóstico, deu luz aos gêmeos Maya e Evie, que estão já com quinze meses. “Foi uma surpresa, ainda mais sendo gêmeos”. 

“Meu médico foi bastante honesto e disse que não sabia como seria a gravidez, já que meu corpo é diferente para ter gêmeos”, precisando de repouso absoluto desde a 19ª semana.

Horas após o nascimento, Evie precisou ser internada na UTI neonatal porque nasceu com hérnia diafragmática congênita, em que o músculo separa o abdômen do tórax. Cinco dias depois, passou por uma cirurgia. Os pais foram avisados de que a pequena teria apenas 50% de chance de sobreviver.

Ainda para a publicação, afirmou que não quer mais surpresas férteis e pediu para ter as trompas removidas durante a última cesárea. “Estamos felizes assim”. revistamarieclaire

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