Israel mata líder do Hamas em Gaza em 1º ataque direcionado

Israel matou um comandante do Hamas na Faixa de Gaza neste domingo, no que os militares descreveram como um ataque direcionado, e os palestinos disseram que foi a primeira ação desse tipo desde a guerra de 2014 no enclave palestino. Bombardeios neste domingo deixaram ao menos 12 mortos, segundo Gaza. O conflito árabe-israelense não tem solução à vista após sete décadas de impasse.

Um comunicado militar disse que Hamed Ahmed Abed Khudri era responsável pela transferência de fundos do Irã para facções armadas em Gaza. Testemunhas palestinas disseram que ele foi morto em um ataque aéreo em seu carro.

O ataque ocorreu depois que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ordenou aos militares que continuassem com “ataques massivos” contra rivais em Gaza, no terceiro dia de escalada de tensão na fronteira.

Foguetes disparados de Gaza mataram três israelenses no domingo, enquanto cinco palestinos, pelo menos dois deles armados, foram mortos em ataques israelenses nos confrontos fronteiriços mais sérios desde novembro. Com a guinada de Israel à direita, o acordo com palestinos foi tema ausente na eleição de abril, vencida por Netanyahu.

O Exército israelense informou que mais de 450 foguetes, muitos deles interceptados pelo sistema antimísseis Iron Dome, foram disparados contra cidades e aldeias do sul de Israel desde sexta-feira. Os militares atacaram cerca de 220 alvos atribuídos a grupos rivais em Gaza.

“Hoje de manhã instruí as Forças de Defesa de Israel a continuarem com ataques massivos contra os terroristas na Faixa de Gaza e também instruímos que as forças ao redor da Faixa de Gaza sejam intensificadas com tanque, artilharia e infantaria”, destacou Netanyahu, que também é ministro da Defesa, em nota.

A polícia israelense disse que um dos foguetes lançados no domingo atingiu uma casa na cidade de Ashkelon, matando um homem de 58 anos. Identificado como Moshe Agadi, ele foi a primeira vítima civil israelense em um ataque de Gaza desde a guerra de 2014. Outro ataque de foguetes na mesma cidade tirou a vida de mais dois homens, segundo um funcionário de hospital local.

Desde sexta-feira, 12 palestinos, pelo menos cinco deles armados, foram mortos em Gaza, informou o Ministério da Saúde local. Entre eles, há um bebê de 14 meses e uma mulher, inicialmente identificada como sua mãe grávida, mas depois nomeada pela família como a tia do bebê. Segundo o ministério, as duas foram mortas em um ataque aéreo israelense.

Os militares de Israel negaram o envolvimento nas baixas, dizendo que suas informações de inteligência mostraram que foram mortos por um foguete palestino lançado errado.

Um porta-voz do Ministério da Saúde de Gaza informou que morreram em um bombardeio deste domingo dois palestinos, identificados como Bilal al-Bana y Abdulá Abu al-Ata. Segundo a polícia, duas pessoas também perderam a vida na cidade israelense de Ahkelon, por um foguete lançado de Gaza até lá.

A última rodada de violência começou há dois dias, quando um atirador do movimento da Jihad Islâmica disparou contra as tropas israelenses, ferindo dois soldados, segundo os militares israelenses. O grupo acusou Israel de atrasar a implementação de entendimentos anteriores, corroborados pelo Egito, com o objetivo de acabar com a violência e aliviar as dificuldades econômicas na região.

Desta vez, segundo analistas de assuntos estratégicos israelenses, tanto a Jihad Islâmica quanto o Hamas, o grupo que administra Gaza, parecem acreditar que têm alguma vantagem para pressionar por concessões de Israel, onde as celebrações do Dia da Independência começam na quarta-feira.

No domingo, as sirenes soaram na cidade de Rehovot, cerca de 17 quilômetros a sudeste de Tel Aviv. A cidade está se preparando para sediar a competição musical Eurovision Song Contest em duas semanas.

Com informações do G1

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